APRESENTAÇÃO

O II Congresso Nacional é uma realização da Associação dos Arquivistas do Estado do Rio Grande do Sul, do Arquivo Público do Estado – APERS, do Curso de Arquivologia/Departamento de Documentação da UFSM e do Departamento de Biblioteconomia e Documentação/Fabico da UFRGS, do Arquivo Histórico de Porto Alegre “Moisés Velhinho”, Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ministério Público do RS e Tribunal de Justiça do Estado e acontece de 23 a 27 de julho de 2006, em Porto Alegre. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração e Recursos Humanos – SARH e Arquivo Público participa da realização do Congresso como parte das comemorações do Centenário do Arquivo Público, que ocorreu em 8 de março de 2006.

O tema do II CNA - Os desafios do Arquivista na sociedade do conhecimento, está organizado em torno de três eixos principais, discutindo:

1- como o ARQUIVISTA , profissional de nível superior, cuja profissão é regulamentada pela Lei nº 6.546, de 04 de julho de 1978 e o Decreto 82.590 de 06 de novembro de 1978, vem se posicionando frente aos desafios impostos pelos novos paradigmas da gestão do conhecimento,

2- qual o papel do profissional, no estabelecimento de pesquisas e estudos para o desenvolvimento científico e tecnológico das informações, nas instituições e

3- como o arquivista vem trabalhando com as políticas públicas aprovadas pelas instituições, principalmente pelo CONARQ.

O objetivo principal do II Congresso Nacional de Arquivologia é promover reflexões e debates sobre o papel do arquivista, na sociedade contemporânea, para o gerenciamento do conhecimento. O conhecimento ganha papel de destaque na sociedade atual. O grande desafio das entidades é gerir o conhecimento organizacional. Surge a necessidade de organizar, disseminar e preservar o conhecimento produzido pelas organizações, agregando cada vez mais valor ao negócio da organização.

Como os profissionais estão sendo preparados para enfrentar esse desafio e como a sociedade vê este profissional, são pontos que serão discutidos. Tendo a profissão reconhecida desde 1978, o arquivista se insere no mercado atuando como profissional responsável pela gestão das informações produzidas pelas instituições. Atualmente, vivenciando a evolução científica e tecnológica da sociedade nos seus mais diversos setores, leva-o a discutir e difundir os conhecimentos e, sobretudo a contribuir para as transformações sociais. JARDIM (1999, p. 87) em sua obra salienta que “a emergência de novos padrões de produção, uso e transferência da informação, associada a um quadro de profundas alterações científicas e tecnológicas no capitalismo avançado, trouxe uma série de confrontos ao campo arquivístico”. Estes confrontos ocorrem, fundamentalmente, em dimensões inter-relacionadas: no funcionamento dos serviços de informação arquivística; na identidade do profissional, na sua formação e na produção do conhecimento arquivístico. Este momento de desafios para a Arquivologia enfatiza a importância conferida à qualificação acadêmica e profissional, configurada para vivenciar, com desenvoltura, pelas novas demandas políticas, sociais, administrativas, organizacionais, culturais e científicas da sociedade contemporânea.

voltar ao topo

O LOGOTIPO DO II CNA

O logotipo do II Congresso Nacional de Arquivologia foi criado para representar o I Congresso Nacional de Arquivologia de Brasília e, neste ano, a Comissão Executiva do II CNA com a concordância da diretoria da ABARQ e da criadora da logo, a designer Marla Martins, de Brasília, decidiu adotar o mesmo logotipo como a marca dos Congressos Nacionais.

Logotipo do II CNA

A figura constituída de uma esfera rodeada de oito partes de um círculo proporcionalmente fragmentado foi desenvolvida com base em vários prismas. O primeiro refere-se à função essencial do arquivista, auxiliar seus clientes no atendimento às suas demandas, ou seja, conceder e otimizar o acesso às informações arquivística. Neste sentido, a esfera central é o objetivo (informação) e o círculo externo fragmentado representa os diversos caminhos criados pelo arquivista para tornar a informação acessível.

Um segundo prisma tem relação com o primeiro, quando as oito partes externas são os clientes que se remetem ao centro em busca de informação; note-se que todas têm tamanhos iguais, denotando que, para o arquivista, os clientes são iguais, todos buscam um mesmo serviço (acesso) e um mesmo produto (informação).

Uma outra análise pode ser feita considerando a movimentação dos fragmentos do centro para as periferias. Assim, a informação central deve ser distribuída, de forma igualitária e proporcional à demanda, o que significa que não há parte do acervo mais importante que outra. Cada documento deve receber tratamento técnico adequado, desde sua produção até sua destinação final e, quando for o caso, sua divulgação em fase permanente permanente.

Ainda, pode-se analisar a própria imagem evocada pelo logotipo: um sol ou uma estrela. A informação é algo que todos necessitam, em menor ou maior grau. Uma luz para iluminar o caminho que leva o ser humano, dentre outras coisas, a exercer sua cidadania.

Para caracterizar o II Congresso Nacional de Arquivologia, que se realiza em Porto Alegre, em 2006, foi escolhido como símbolo do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre, a Estátua do Laçador que identifica o povo gaúcho, por retratar um símbolo cultural e místico, enaltecendo nossas mais caras tradições, em toda sua garra na luta pela defesa de nosso patrimônio cultural e social.

voltar ao topo