Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia – Adriana Berwanger

Iniciamos na segunda semana de julho/2020 a Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia. Hoje publicamos o vigésimo oitavo depoimento.

A associada Adriana Lampert Berwanger relata o impacto da pandemia da Covid-19 no seu trabalho arquivístico.

Os depoimentos são publicados às quintas-feiras no site da AARS.

Adriana Lampert Berwanger
Arquivista Ministério Público RS
Porto Alegre, RS.
Associada n. 141 da AARS

1. Qual o seu local de trabalho como arquivista?
Atuo na Unidade de Gestão Documental, Protocolo e Expedição do MPRS – responsável pela orientação aos órgãos/setores da Instituição, localizados em todo o Estado do Rio Grande do Sul, no que tange a execução das tarefas da Política Institucional de Gestão Documental, pelos servidores multiplicadores/facilitadores em cada unidade administrativa (metodologia centralizada de orientação e compartilhada de execução de tarefas).

2. Quais atividades desenvolvia antes da pandemia?
Os assessores arquivistas do MPRS são servidores de carreira e exercem, de forma continuada, atividades como assessoramento em assuntos arquivísticos/gestão da informação, através da pesquisa científica ou técnico-administrativa, bem como elaboração, acompanhamento e/ou execução de projetos; monitoramento da Política Institucional de Gestão Documental, bem como assessoramento ao Projeto de Padronização e Organização Administrativa das Promotorias de Justiça – PROPAD, no que diz respeito à certificação quanto a Gestão Documental; participação em grupos de trabalho interdisciplinares que tratem da Gestão da Informação, conforme designação.

Minha atuação nos últimos anos tem sido focada, em especial, nos projetos referentes à aplicação das Tabelas Unificadas do Ministério Público Brasileiro (produto da padronização e uniformização taxonômica e terminológica de classes, assuntos e movimentos de procedimentos e processos) em virtude de participação, em anos anteriores, de grupo de apoio na formulação a nível nacional, bem como, atuação no Comitê Gestor Estadual, no MPRS.

Quando do início da pandemia já havia sido designada para participação em equipe interdisciplinar, em um projeto de longa duração, com tarefas de adequação de nomenclaturas de atribuições exercidas no MPRS conforme as Tabelas Unificadas e respectiva inclusão em sistemas corporativos institucionais, em módulo desenvolvido para este fim.

As atividades do projeto foram mantidas neste período da pandemia, foi dada continuidade ao cronograma, independente da forma de exercê-las, de forma remota em casa ou em plantão presencial.

3. A pandemia mudou a sua rotina de trabalho? Se sim, conte-nos o que mudou.
No que tange as atividades propriamente ditas não, pois é possível realizá-las de forma remota em casa. Já a frequência presencial sim, foi realizada conforme as determinações de funcionamento da Instituição, definidas pela Administração Superior do MPRS, com base no avanço da pandemia (cumprindo as regras definidas pelo sistema de bandeiras vigentes no Estado).

Como servidora concursada as atividades a serem exercidas são as elencadas acima, já as rotinas dependem do regramento de funcionamento da Instituição a ser definido pela Administração Superior do MPRS, ou seja, estamos ainda numa fase de transição, verificação e amadurecimento quanto as atividades que permanecerão de forma remota ou exigirão frequência presencial diária na Instituição como um todo.

Apesar das diversas perdas e o processo de luto que uma pandemia acarreta, estamos nos reeducando de formas diversas, aprendendo cuidados com questões de saúde/sanitárias, maior zelo pelo coletivo, exercício da tolerância e enfrentamento do medo do desconhecido para atendimento ao cidadão, enfim passamos, pela primeira vez, pela experiência de uma guerra invisível e é difícil, em maior ou menor grau, para todos.

A experiência de trabalho remoto tem sido um aprendizado importante, a adaptação foi tranquila, gosto de me reinventar então vejo as crises como possibilidade de mudanças. E, além do mais, tenho tido o cuidado e a sorte de não ter sido infectada, assim, o nosso trabalho que é auxiliar no acesso à informação, persiste.

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