Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia – Danielle Godoy Espindola

Iniciamos na segunda semana de julho a Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia. Hoje publicamos o décimo segundo depoimento.

A associada Danielle Godoy Espindola relata o impacto da pandemia da Covid-19 no seu trabalho arquivístico.

Os depoimentos são publicados às quintas-feiras no site da AARS.

Danielle Godoy Espindola
Acadêmica de Arquivologia UFSM
Santa Maria, Rio Grande do Sul
Associada n. 522 da AARS

1. Qual o seu local de trabalho como arquivista?
Sou acadêmica do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atuo como bolsista em projeto do Arquivo Permanente do Departamento de Arquivo Geral da UFSM.

2. Quais atividades desenvolvia antes da pandemia?
Antes da pandemia realizava a digitalização de negativos fotográficos no Arquivo Fotográfico da UFSM (85 mil negativos fotográficos de 1958 a 1999) sob custódia do Departamento de Arquivo Geral, o qual constitui-se em memória e patrimônio arquivístico da universidade, registros de atividades de ensino, pesquisa e extensão desta instituição de ensino superior. As atividades consistiam em análise, seleção, digitalização, classificação e publicação e descrição na web para difusão e acesso a pesquisadores – no Repositório Fonte – software Atom.

3. A pandemia mudou a sua rotina de trabalho? Se sim, conte-nos o que mudou.
Sim, em um primeiro momento as atividades de digitalização foram deixadas em segundo plano, focamos em atividades que pudessem ser realizadas remotamente, como por exemplo, a publicação e descrição de negativos já digitalizados no Repositório Fonte. Além disso, para participar da 4ª Semana Nacional de Arquivos foi organizada uma exposição virtual denominada “(Re)Cortes Médicos – Retratos da UFSM na Década de 60”, a qual foi publicada no site do DAG, e durante os meses de julho e agosto foi publicada na Seção Memória do Jornal Diário de Santa Maria. Num segundo momento foi necessário fazer uma escala com o cumprimento dos devidos protocolos e adotando as devidas medidas protetivas para acessar o local onde está o scanner e digitalizar negativos para o atendimento a pesquisadores, em especial para atender duas demandas: do Gabinete do Reitor para a organização de uma exposição sobre os 60 anos da UFSM e para a publicação semanal do Dia na História do Jornal Diário.

4. Depois que a pandemia passar, como será a volta ao trabalho? Que rotinas pretende retomar e quais manterá?
As atividades que eu desenvolvia antes da pandemia não mudarão, irei retomá-las. Porém acredito que voltaremos com uma percepção totalmente diferente das nossas ações, tanto na vida pessoal como na profissional, estabeleceremos novas prioridades, novos valores, novos cuidados. Desejo que possamos levar esse período difícil como aprendizado.

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