Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia – Franciele Merlo

Iniciamos na segunda semana de julho a Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia. Hoje publicamos o décimo terceiro depoimento.

A associada Franciele Merlo relata o impacto da pandemia da Covid-19 no seu trabalho arquivístico.

Os depoimentos são publicados às quintas-feiras no site da AARS.

Franciele Merlo 
Arquivista UNILA
Foz do Iguaçu, Paraná
Associada n. 320 da AARS

1. Qual o seu local de trabalho como arquivista?
Trabalho no Setor de Protocolo e Arquivo, vinculado à Pró-Reitoria de Administração, Gestão e Infraestrutura, da UNILA.

2. Quais atividades desenvolvia antes da pandemia?
Nossas atividades se dividem entre Protocolo e Arquivo em 4 unidades da Universidade, aqui na cidade (Foz do Iguaçu/PR). Atualmente, estou na gestão do setor, realizando atividades de planejamento, orientação, elaboração de documentos normativos internos, relatórios, comunicados sobre as atividades do setor e, também atividades intelectuais e operacionais, inerentes ao cargo de arquivista. Ainda, participava de algumas comissões e grupos de trabalho.

3. A pandemia mudou a sua rotina de trabalho? Se sim, conte-nos o que mudou.
Certamente, posso dizer que mudou e muito nossas rotinas. Inicialmente, foi necessário traçar um plano de trabalho para o setor e analisar quais seriam as atividades imprescindíveis manter em funcionamento, e destas quais seriam executadas remotamente e quais deveriam ser mantidas de maneira presencial, pois antes ficávamos inteiramente à disposição dos usuários, presencialmente, via telefone ou e-mail. Foi um planejamento nunca imaginado e, por um período, acreditamos que logo as atividades seriam retomadas, normalmente. Passamos a estabelecer novas rotinas e adotar algumas ferramentas que facilitassem principalmente o contato com os usuários de nossos serviços, assim como o contato com a própria equipe. Os atendimentos, assessorias e reuniões passaram a ser virtuais e, os agendamentos imprescindíveis para as demandas essencialmente presenciais. Mas, sem dúvidas, o que foi mais necessário: focar em agilizar o processo de transformação digital na instituição. Avaliar os recursos tecnológicos disponíveis e estudar novos para atender as demandas internas da universidade, no que se refere, principalmente à produção de documentos nato digitais e sua autenticidade e integridade, sem deixar de lado a preocupação da preservação e acesso a longo prazo.

4. Depois que a pandemia passar, como será a volta ao trabalho? Que rotinas pretende retomar e quais manterá?
É um pouco difícil prever como será esse retorno das atividades, pois tendo em vista que alguns membros da equipe estão enquadrados como grupo de risco, provavelmente teremos de readequar as atividades antes executadas por estes e, posteriormente, reorganizar a execução entre os demais membros. Como arquivistas devemos, sim, ver o lado técnico, mas acho que o principal será olhar para cada colega e ver “se” e “como” esse período de isolamento afetou a cada um, pois vejo que, antes mesmo de reestabelecer as atividades aos “recursos humanos”, devemos olhar para as pessoas. Creio que a volta ao trabalho será gradativa, ainda será necessário planejar esse retorno, avaliando em que nível estarão as demandas que foram possível dar continuidade, se há alguma pendência desse período e elencar as prioridades no retorno.

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