Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia – Leolibia Linden

Iniciamos na segunda semana de julho a Série AARS Depoimentos: Arquivos na pandemia. Hoje publicamos o vigésimo terceiro depoimento.

A associada Leolíbia Luana Linden relata o impacto da pandemia da Covid-19 no seu trabalho arquivístico.

Os depoimentos são publicados às quintas-feiras no site da AARS.

Leolíbia Luana Linden
Professora UFRGS
Porto Alegre, RS.
Associado n. 534 da AARS

Me chamo Leolíbia Linden, sou Arquivista, mestre e doutoranda em Ciência da Informação pela UFSC. Em 2019/2 tive a grata alegria de integrar o corpo docente do Curso de Arquivologia da UFRGS, onde lecionei apenas um semestre antes do início do Ensino Remoto Emergencial…
Neste meu primeiro semestre na UFRGS tive a oportunidade de lecionar presencialmente disciplinas da área de Arquivologia e Ciência da Informação, onde além das aulas presenciais ministradas, foram pensados e estruturados projetos de pesquisa e extensão, em contato direto com alunos e demais colegas professores. Foi possível ter contato com o cotidiano da universidade e compreender, mesmo que brevemente, como as rotinas administrativas funcionam.
Durante a pandemia tudo mudou. Houve alguns meses de suspensão das atividades acadêmicas da universidade, para que a mesma pudesse se organizar quanto a estrutura tecnológica para a execução das atividades no modelo remoto. Na sequência, todas as atividades presenciais, que gradualmente se transpunham a funcionar no mundo virtual, passaram totalmente a ser intermediadas por ferramentas tecnológicas com a implementação do Ensino Remoto Emergencial (ERE). Novidade para todos: universidade, professores, técnicos-administrativo e alunos que tiveram que se adaptar a esta nova realidade. As atividades acadêmicas mudaram de modo significativo: os processos administrativos mudaram, a forma de planejar as aulas mudou, a didática necessária para executar essas aulas também mudou. O mais impactante, indiscutivelmente, é a falta que faz o contato presencial com os alunos, o olho no olho: para conseguir compreender os contextos de vida e aprendizado e para perceber que talvez eles não tenham entendido muito bem a explicação de um jeito, aí você percebe no olhar, e explica de outro jeito quantas vezes for necessário. Conversar e ouvir os alunos pelos corredores antes e depois das aulas, contar histórias, compartilhar atividades de estágio… Isso tudo faz uma tremenda falta, já que não acontece muito essa aproximação pela internet. Em contrapartida, conseguimos estruturar alguns projetos muito interessantes no âmbito da extensão e pesquisa.
Quando retomarmos as atividades presenciais, pretendo passar um tempo maior na universidade, aproveitando melhor o tempo e os espaços por lá (já que fizeram tanta falta nesse período de quarentena), aproveitar as atividades presenciais com os colegas e com os alunos.

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